Citas y pureza

Verbalizar compromiso de pureza sexual. 15 En cambio, hablaremos la verdad con amor y así creceremos en todo sentido hasta parecernos más y más a Cristo, quien es la cabeza de su cuerpo, que es la iglesia. Efesios 4:15. Ser modesto céntrese en la belleza interior, y no seas un objeto de codicia sexual Pureza . La virtud que más brilla en el paraíso es la pureza. San Juan Bosco. No nos llamó Dios a la impureza, sino a la santidad. Por tanto, quien estos preceptos desprecia, no desprecia al hombre, sino a Dios, que os dio su Espíritu Santo (1 Tes 4, 7-8). Extasiarse delante de su eterna juventud y darle gracias por Sí mismo, a causa de su misericordia indefectible, es la exigencia más profunda del amor que el Espíritu del Señor no cesa de derramar en nuestros corazones, y es eso tener un corazón puro, pero esta pureza no se obtiene a fuerza de puños y poniéndose en tensión. Frases, Citas y Refranes pureza para Facebook y Twitter. Se puede adquirir conocimientos y conciencia a lo largo de toda la vida, pero jamás en ninguna otra época de su existencia una persona volverá a tener la pureza y el desinterés con que, siendo joven, se enfrenta a la vida. Frases, memes, infografías y demás recursos gráficos para el apostolado y la Nueva Evangelización. Infografía: 6 consejos para vivir la pureza. Citas de pureza, puro, pura, impuro, etc. [] «Bebe, niña, bebe la clara pureza de mi manantial».. Concha Espina «He oído la campana de la nieve, he visto el hongo de la pureza, he creado el olvido».. Antonio Gamoneda; Fuente: Libro del frío (p. 15). «Lo tuyo es puro teatro».. Catalino Curet Alonso En archivo 34 frases, aforismos, citas sobre la pureza Pureza. Una cosa que demuestra la propia pureza nunca ha sido contaminada ni moral ni físicamente. Los niños, la nieve y el oro macizo: son todos conocidos por su pureza. Pureza viene del latín 'purus', que significa 'limpio, claro, no revuelto, casto'. Frases, Citas y Refranes pureza para Facebook y Twitter. La mezcla de la sangre y el menoscabo del nivel racial que le es inherente constituyen la única y exclusiva razón del hundimiento de antiguas civilizaciones. Los frases sobre pureza más interesantes de autores de todo el mundo: una selección de citas divertidas, inspiradoras y motivadoras sobre pureza.

Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
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Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
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Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2017.07.05 16:52 felipostero Reflexiones en torno al tema kurdo al hilo del articulo “YPG-YPJ. ¿Revolucionarias o peones del sistema?” de Marcel Cartier del sitio “Rojava Azadi Madrid” x Iñaki Urrestarazu

Reflexiones en torno al tema kurdo al hilo de los últimos acontecimientos y del articulo “YPG-YPJ. ¿Revolucionarias o peones del sistema?” de Marcel Cartier del sitio “Rojava Azadi Madrid”. https://rojavaazadimadrid.wordpress.com/2017/05/21/ypg-ypj-revolucionarias-o-peones-del-sistema/amp/
El autor del artículo se muestra sorprendido y confundido ante lo que llama la “paradoja” de la cooperación militar entre el movimiento de liberación kurdo y los EEUU. No entiende esta supuesta “cooperación táctica militar” con los EEUU, pero la “explicación” que encuentra al final, no se sostiene por ninguna parte:
1) La supuesta “necesidad de supervivencia” de los kurdos.
2) El carácter pretendidamente táctico de la alianza con los EEUU, que al parecer no pondría en cuestión los objetivos estratégicos de los kurdos del PYD/YPG (su confederalismo democrático, soberanía…). Al parecer la alianza “táctica” se desharía sin más una vez logrados los objetivos de los kurdos…
3) La existencia de precedentes de “alianzas” aparentemente paradójicas como la aceptación por Lenin en 1917 de la utilización de un tren blindado del estado imperialista alemán para volver a Rusia (a este argumento, habría que añadir otro semejante, que aunque no lo utiliza el autor del artículo sí lo ha utilizado otra gente y es que la alianza de los kurdos con los EEUU se puede asemejar a la de la URSS que se alió con las potencias de Occidente para enfrentarse al nazismo en la 2ª Guerra Mundial…)
Esta “explicación” de la alianza va acompañada de una serie de citas de líderes kurdos denigrando a sus críticos como la que utiliza Dilar Dirk: “…La apologia del anti-imperialismo incondicional, desconectada de la verdadera existencia humana y de las realidades concretas, es un lujo que sólo aquellos alejados del trauma de la guerra pueden permitirse…” O comentarios que añade el autor de su cosecha propia como “Es increíblemente fácil –y vergonzoso en cierto modo- sentarse en la comodidad de nuestros hogares y criticar la naturaleza claudicante de un movimiento por “colaborar” con el imperialismo cuando la vida de tantos está en la cuerda floja” (?) o cuando dice “La revolución de salón y la solidaridad supeditada tan solo a lecciones de pureza no tienen sentido en el mundo real. Mirar a la región –y el mundo- como un simple tablero de ajedrez puede llevar fácilmente a adoptar la política de “el enemigo de mi enemigo es mi amigo”, lo que es erróneo, vago y puede llevar a apoyar a movimientos extremadamente reaccionarios …”. En fin, demagogia pura y dura.
Trataremos de hacer en torno al tema una serie de consideraciones.
1) Una pregunta que clama al cielo es ¿Qué pintan los kurdos en Raqqa cuando no pertenece al Kurdistan? Una pregunta por cierto que la obvia completamente el autor del artículo. La ofensiva de los kurdos (el FDS) en Raqqa con el apoyo de la aviación de EEUU, armamento de EEUU, sus comandos y servicio de inteligencia y otras fuerzas aliadas (británicas especialmente), muestra en realidad a las claras el verdadero juego de los EEUU con los kurdos y en el norte de Siria. Se ha dicho que en su día hubo un compromiso de los kurdos con los sirios de que no entrarían en Raqqa sin la participación del Ejercito sirio, es decir si no era en colaboración con el Ejército sirio. Pero eso no está siendo así.
Es evidente que los kurdos están haciendo el juego de los EEUU, que es el de impedir que los territorios ocupados por el ISIS sean recuperados por las fuerzas sirias, por el Ejército sirio, tratando por el contrario de que sean reocupados por fuerzas controladas por los EEUU, sean por los mercenarios del ESL, por Al Qaeda/Al Nusra o como en el caso del norte de Siria, por los kurdos o el FDS. El mismo autor del articulo reconoce que los kurdos son conscientes de que una vez tomada Raqqa van a ser desplazados de su gestión y control, para dar lugar a “otras fuerzas”, es decir a mercenarios del ESL o incluso de Al Qaeda. Es lo que sucedió también en Mambij. Los kurdos fueron decisivos en la expulsión del ISIS de esta localidad, pero luego fueron apartados del control y gestión de la ciudad por los EEUU.
Hay que ser conscientes que el ISIS es una creación de los EEUU y sus aliados, un auténtico Frankestein diseñado -al igual que Al Qaeda y otras franquicias mercenarias-, para plasmar el Plan de Remodelación del Oriente Medio ampliado y Norte de Africa. Este plan coincide con el de los mapas del teniente coronel retirado del Ejercito de EEUU, Ralph Peters, http://www.armedforcesjournal.com/peters-blood-borders-map/, elaborado en 2006
y el de Robin Wright, elaborado en 2013, http://www.nytimes.com/2013/09/29/opinion/sunday/imagining-a-remapped-middle-east.html?pagewanted=all&_r=0. En concreto en el caso de Siria e Irak significa el desmembrarlos en una zona suni –el Sunistan- que comprende la zona suní de Irak –las provincias de Ninive y Al-Anbar básicamente- y la zona suni de Siria que comprendería Alepo, Raqqa, Der Ezzor, Palmira…es decir gran parte de Siria, en una zona chií iraki –el Chiistan- , desde Bagdad todo el sureste del pais-, una zona que llaman Alauistan –que sería la de la costa Siria, en torno a Damasco, Latakia…- y por otra parte la zona kurda del norte de Siria y norte de Irak. El ISIS se implanto desde el inicio en la zona suni, en el Sunistan de Siria e Irak. La pretendida coalición anti ISIS, lo que está haciendo es “empujar” y “hacer mover” al ISIS, para que vaya siendo sustituido en su caso por mercenarios del ESL, de Al Qaeda o por kurdos, de manera que a poder ser no pase nunca a manos del Ejército sirio y se consolide el desmembramiento de Siria e Irak.
El FDS (Fuerzas Democráticas Sirias), es un invento creado a instancias de los EEUU, una alianza siniestra y antinatura entre kurdos y sirios –antiAssad y mercenarios-, en realidad una coartada para justificar la creación de un territorio kurdo-sirio, en el norte de Siria, que se extienda mas allá de lo que ha sido históricamente el Kurdistán, y que se adentre en territorio sirio todo lo que militarmente puedan hacerlo en guerra contra el Ejercito sirio. Y ello para convertirlo en un protectorado norteamericano-israelí, que contribuya al desmembramiento de Siria, y que suponga una cuña del poder sionista-imperialista en el norte de Siria e Irak, en medio del Oriente Medio y en contra de Siria e Irak.
El Kurdistan reaccionario de Barzani, siempre en alianza con el sionismo y el imperialismo norteamericano, y aunque parezca paradójico, intimo aliado y amigo de la Turquía de Erdogan, podría ser parte de ese protectorado kurdo-sirio. El reciente planteamiento de la celebración de un Referendum de autodeterminación en fechas próximas, en Septiembre 2017, en el Kurdistan irakí, apunta ya a una primera fase de la creación del Protectorado sionista-norteamericano, creando una balcanización de la zona, desmembrando Irak y en camino de desmembrar también Siria, en aplicación del Plan de Remodelación del Oriente Medio, de los mapas de Peters y Robin Wright y para mayor gloria del imperialismo, donde los kurdos serán sus manipuladas marionetas.
Al gravísimo hecho de que los kurdos del YPG están haciendo el juego a los EEUU, se añade el agravante de que los kurdos han pactado con el ISIS el que terroristas suyos puedan romper el cerco a Raqqa a través de corredores preparados al efecto –naturalmente no ya solo con el beneplácito de los EEUU sino siguiendo sus directrices, porque de otra forma esto no sería posible-. Pero no es solo que se les permita fugar a miembros del ISIS, es que de hecho se está enviando a estos terroristas a reforzar la lucha del ISIS contra el Ejercito sirio en Der Ezzor y otras zonas en disputa, con la intención de debilitar al Ejercito sirio y de frenar su avance.
La aviación rusa, consciente de la jugada, ha estado bombardeando a los terroristas del ISIS que se iban “escapando” del cerco de Raqqa, para tratar de contener esta fuga/refuerzo del ISIS contra el Ejercito sirio, y forzar a que los kurdos asuman la lucha contra el ISIS con todas las consecuencias y que no hagan de colaboradores –una vez más- de las estrategias de EEUU. En vista de ello, el Ejército norteamericano trasladó hace no muchos días, en junio de 2017, en varios helicópteros suyos, a dirigentes del ISIS a la zona de Palmira, liberándolos del cerco, salvando sus vidas y reforzando la guerra contra el Ejercito sirio. Entre los dirigentes rescatados parece que había cuadros de ejércitos occidentales incrustados en el ISIS –esto es lo habitual por otra parte, porque importantes cuadros del ISIS, son cuadros impuestos por las potencias occidentales patrocinadoras del grupo terrorista-.
Otros agravante más de los hechos, es que cuando las tropas del Ejercito sirio quisieron entrar a rescatar al piloto del avión sirio derribado recientemente por el Ejercito norteamericano y que se encontraba en la zona controlada por el FDS, se negaron a facilitarles el paso por lo que se derivó un enfrentamiento militar entre el FDS y las tropas sirias. Y otro hecho que sería más grave todavía si se confirma, es que las fuerzas del FDS traten de frenar el avance de las tropas sirias por la zona fronteriza con Irak, en la parte de Al Tanf.
Y no acaba ahí la historia. Ilham Ahmed, portavoz de las Fuerzas democráticas Sirias (FDS), dio una entrevista al diario de Arabia Saudi 'al-Riyadh', en la que hizo hincapié en el potencial de Arabia Saudí para una Siria “libre de enfrentamientos confesionales y tensiones étnicas” (¡!) señalando que es posible una cooperación entre Arabia Saudí y las FDS. A ello añadió que el socio más importante para combatir el ISIS es EEUU ¡cuando son los creadores del ISIS y los que lo alimentan, arman y financian!
Por su parte, Saleh Muslim Mohamed, el co-presidente del PYD (Partido de Union Democrática), la rama política de las brigadas kurdas del YPG e YPJ, en declaraciones al mismo diario 'al-Riyadh', dijo que las FDS dirigidas por los kurdos no colaborarán con el Ejercito Arabe Sirio (EAS) ni con las Unidades de Movilización Popular de Irak (UMP) en combatir contra el grupo terrorista Estado Islámico y que no permitirán a Irán crear un corredor en torno a los territorios controlados por las FDS.
2) Por otra parte, cuando los kurdos estaban tratando de unir los territorios fronterizos bajo su control, el de Efrin (lindante con Azaz) y el de Kobane (lindante con Jarabulus), separados por una franja ocupada por el ISIS, mediante la expulsión de estos, intervino el Ejército turco, para impedirlo. Así el Ejercito turco entró en esta parte de Siria seguido o acompañado de mercenarios del ESL, enfrentándose supuestamente al ISIS, el cual se retiró sospechosamente sin oponer prácticamente ninguna resistencia, de manera que en breve espacio de tiempo se impusieron en este territorio, enarbolando banderas turcas y del ESL. Sucedió además que los EEUU apoyaron con respaldo aéreo esta intervención turca dirigida no contra el ISIS como proclamaron, sino contra los kurdos del YPG. Los turcos de Erdogan les exigieron a los kurdos que habían de retirarse al Este del Eufrates, exigencia confirmada por los EEUU, hasta el punto de exigir a los kurdos que habían de obedecer la exigencia si querían seguir beneficiándose del apoyo militar estadounidense.
Y dicho y hecho. No hubo prácticamente ninguna oposición de los kurdos a las tropas turcas, a pesar de la traición manifiesta de los EEUU a sus aliados los kurdos. Eran también los tiempos convulsos que siguieron al intento de asesinato de Erdogan y del golpe de Estado frustrado del 15 de julio de 2016, en el que se vio con bastante claridad la mano negra de los EEUU. Posiblemente con la intención de sacudirse toda posible sombra de sospecha de su implicación en el golpe, y tras la visita precipitada del entonces Vicepresidente de los EEUU, Joe Biden, a Ankara para echar aceite sobre la situación y no perder la imprescindible alianza de Turquia, los EEUU quisieron hacer concesiones a Turquía en el tema fronterizo, en perjuicio de su otro aliado, los kurdos, a los que dejaron caer en ese momento, mostrando claramente las “garantías” de cualquier alianza con los EEUU. Los kurdos a partir de ahí han preferido obedecer a los EEUU, no enfrentarse a los turcos en la zona entre Efrin y Kobane y seguir avanzando hacia Raqqa por ejemplo. Ahora que los turcos han apostado tropas y armamento pesado en las cercanías de Efrin y que según Erdogan pretenden lanzar una ofensiva en esta parte controlada por los kurdos, estos han hecho declaraciones en el sentido de que se van a enfrentar a los turcos si tratan de introducirse en Efrin. Habrá que ver si finalmente entran los turcos en esa zona, lo que hacen los kurdos. Si8 no lo hicieron cuando la ofensiva hacia Al Bab, entre Efrin y Kobane, es dudoso que lo hagan ahora.
3) Tratar de justificar una supuesta “cooperación táctica militar” con los EEUU como una alianza sin mayores implicaciones, que se puede romper cuando se quiera y que no va a hipotecar el futuro no ya de Siria y el Oriente Medio, sino tampoco el de los Kurdos, es absolutamente insostenible y absurdo. Y tratar de asimilarla a ententes puntuales de los bolcheviques con los nazis en la II Guerra Mundial o a la alianza de la URSS con las fuerzas occidentales, es tratar de comparar lo incomparable. La alianza de la URSS con las potencias occidentales en contra de los nazis, era la alianza de potencias independientes, comparables en capacidad y potencia, desde distintos territorios, lo cual no tiene nada que ver con la relación de absoluta sumisión y dependencia de los kurdos de la YPG con los EEUU.
Como sucede con la OTAN, EEUU no va a permitir a ningún aliado/subordinado que se le separe, que rompa unilateralmente la alianza, sin que se abalance con toda su gigantesca potencia a destruirlo si no puede impedirlo. Los EEUU tiene a los kurdos agarrados por el cuello y bien agarrados, como se demuestra sin ir más lejos con la ofensiva contra Raqqa, que no tiene nada que ver con Kurdistan. Y tanto más cuanto que los EEUU tienen varias bases militares en su territorio, a las que se añade la base aérea de Tabqa que acaban de ceder los kurdos a EEUU, y lo que es peor, cuanto que acaban de firmar un acuerdo por nada menos que 10 años entre los kurdos y EEUU, en el que se establece que las fuerzas militares kurdas son parte de las fuerzas militares estadounidenses y que los kurdos se comprometen a respetar las bases norteamericanas en su territorio. La presencia de banderas norteamericanas junto con las del YPG en todos los cuarteles, edificios, puestos etc, no harían más que confirmar lo dicho.
Esto no es una simple alianza coyuntural o táctica, es que los EEUU tienen a los kurdos absolutamente amarrados y controlados, y si la resultante es un territorio separado de Siria, será un auténtico Protectorado norteamericano, más bien norteamericano-israeli. Será una plataforma desde donde seguir operando y controlando todo lo que se mueva en el Oriente Medio, y sobre todo a los tan odiados componentes del llamado Eje de la Resistencia, en concordancia con el Plan británico-estadounidense de Remodelación del Oriente Medio y Norte de Africa, es decir de desactivación, desmembramiento y liquidación de los países de esta gran región, con derrocamiento y de sus gobiernos y destrucción de sus Estados para asentar el dominio sin oposición ni competencias del imperialismo norteamericano. Y en concordancia también con los planes de creación del Gran Israel, de debilitamiento y destrucción de los estados vecinos de Israel, para la consolidación como potencia hegemónica en la zona del lugarteniente de EEUU, que es Israel. Esto supone desde luego que habrán desaparecido todas las veleidades de una supuesta “Confederación Democrática” de tipo asambleario y socialista como defendía el YPG antes de su ruptura con el PKK y de la traición del co-presidente del YPG Saleh Muslim con respecto a Ocalan y su estrategia antiimperialista.
4) La alianza con el imperialismo no es justificable de ninguna manera y en ninguna circunstancia. El imperialismo es el peor enemigo de las clases trabajadoras y de los pueblos, representa el poder supremo del capitalismo, su máxima jerarquía. Un pueblo jamás de los jamases podrá ser libre y soberano en alianza con el imperialismo. El imperialismo es absolutamente incompatible con la soberanía de los pueblos y de las clases trabajadoras. Pensar como pueden pensar los kurdos de la órbita del YPG que su alianza con los EEUU es táctica y que podrán prescindir de ella, es un gran engaño, una gran falacia, un gravísimo error. Su estrategia conduce irremisiblemente a convertirse en lacayos de los EEUU, a ser totalmente colonizados por ellos.
Y no solamente la alianza del YPG con los EEUU no va a conducir a la soberanía del pueblo kurdo, sino que además los está convirtiendo en cómplices, en mercenarios de facto de la política perversa de los EEUU que trata de destruir los países del Oriente Medio que están en su punto de mira, que son díscolos, que no se someten a los dictados yanquis, que cuestionan el poder de Israel, como son Siria, Irak, Palestina, Libano, Irán, Yemén… y de cuyas riquezas y recursos se quieren apropiar. Es decir, están haciendo de ejecutores y de instrumentos de los Planes de Remodelación del Oriente Medio, al igual que son el ISIS, Al Qaeda y el terrorismo islámico controlados por el imperialismo.
Por otra parte, cuando esa política de Remodelación del Oriente Medio busca fraccionar y romper los Estados para debilitarlos, creando para ello contradicciones y sectarismos entre corrientes religiosas, entre sunitas y chiitas, entre musulmanes, cristianos y otras religiones, y entre distintas etnias o culturas, apostar por la independencia y la separación en estas condiciones y en estos países, no es en absoluto la política más adecuada. Es la que más favorece al imperialismo y la que sitúa en mayor debilidad y fragilidad a esos mismos pueblos, cuando lo que urge es su unidad, garantía de su fuerza, dentro del respeto mutuo. De hecho, ni el PKK ha defendido la independencia ni tampoco lo ha hecho el PYD/YPG de Siria, ni tampoco el Partido Democrático de Kurdistan (PDK) de Barzani.
Son los EEUU quienes están forzando la disgregación de Siria y de Irak, impulsando el terrorismo islámico para crear un Sunistan que rompa Siria e Irak, que disgregue sunitas de chiitas, aislando al máximo a lo que consideran el "feudo" de Assad –lo que llaman Alauistan-, a quien a la vez tratan de derrocar. Asimismo fuerzan la disgregación impulsando la independencia de un territorio en el norte de Siria e Irak, que ni siquiera coincide con el Kurdistán y que comprende también a otros territorios sirios, lo que se ha venido llamando el pseudo-Kurdistan, base del acuerdo propuesto por el que era ministro francés de Asuntos Exteriores Alain Juppé a Erdogan para involucrar a Turquia en la guerra de agresión a Siria.
La reciente propuesta de celebración del Referendum de Autodeterminación por Barzani, para el Kurdistan de Irak, parece que va en la misma línea de creación de ese pseudoKurdistan, colonia del imperialismo. Hay que recordar que dentro de la larga historia de colaboración del Kurdistan iraki de Barzani con el imperialismo, se encuentra la participación de éste en la ofensiva del ISIS de junio 2014 de forma coordinada y en la presencia en la reunión preparatoria de la misma denunciada por el PKK, y celebrada en Aman el 1º de junio de 2014, con la asistencia también de diversos grupos terroristas y bajo los auspicios de EEUU, Arabia Saudita, Qatar, Israel y Turquía (http://www.voltairenet.org/article184658.html)
5) La idea de crear un pseudo-Kurdistan en el norte de Siria y de Irak, desgajado de la dinámica kurda del PKK de Turquía y que pudiera ser “solución” al “problema kurdo” de Erdogan en tanto que “zona de acogida” a donde poder expulsar los kurdos de Turquía, fue la idea-gancho que utilizó el ministro de Exteriores de Francia Alain Juppé para intentar involucrar a Turquía en la guerra contra Siria y Libia. Era una propuesta que implicaba el que ese pseudo-Kurdistan estuviera dirigido por el colaboracionista, proimperialista y prosionista Barzani del Kurdistan irakí, nada que ver con el PKK. Esta propuesta a Turquía fue acompañada de la promesa de hacer lo posible porque Turquía pudiera entrar en la UE. Y muy probablemente por promesas norteamericanas de convertir a la Turquia de Erdogan en elemento patrocinador y central en el acceso generalizado al poder de los Hermanos Musulmanes previsto en los Planes de Remodelación del Oriente Medio y Norte de Africa, lo cual convertiría a Turquia en una potencia regional importante.
El cebo lanzado a Erdogan tenía que ser muy atractivo para romper la política de “cero enemigos” que estaba practicando Turquia en los años previos, para romper con las buenas relaciones comerciales con Libia y para desmantelar el proyecto de creación de mercado conjunto entre Siria, Iran, Libia, Turquia e Iran que estaba poniéndose en marcha. El cebo lanzado por Juppé funcionó, hasta el punto de convertir a Turquía en uno de los principales patrocinadores de las guerras contra Libia y Siria. El acuerdo entre Francia y Turquia fue firmado por Juppé y su homólogo turco de exteriores Davutoglu. El plan de Juppé se integra en los Planes de Remodelacion del Oriente Medio diseñados por EEUU y los británicos y coincide con los mapas del Oriente Medio remodelado publicados por el coronel Ralph Peters en 2006 y por la periodista Robin Wright, algo más tarde, en 2013.
A partir de ahí Turquía se convirtió en un gigantesco espacio de retaguardia, de zona de paso, de entrenamiento y de apoyo logístico de decenas de miles de mercenarios terroristas de todas clases para su intervención en Siria, incluyendo a Al Qaeda y al ISIS, para quienes el apoyo de Erdogan ha sido fundamental. Y con ello ha sido constante la preocupación de Erdogan de crear en el norte de Siria una zona fuera de control del Gobierno y el Ejercito sirios, que pudiera convertirse en el territorio tampón y colchón de sus fronteras y en válvula de escape de su problema con los kurdos. Paralelamente a ello, Erdogan ha mantenido en todo momento cordiales relaciones con el Kurdistan de Barzani, que nunca ha representado un peligro para Turquía y que se ha convertido en cómplice útil y activo y en intermediario en el gigantesco negocio montado en torno al petróleo robado por el ISIS en Siria y distribuido luego por Turquia a Europa, Israel y resto del mundo.
A pesar de las tensiones que ha podido haber entre el Gobierno sirio y los kurdos, lo cierto es que Siria ha sido país de acogida para muchos miles de kurdos que huían de la represión turca incluido el propio líder del PKK Ocalan y durante muchos años, hasta que por las graves amenazas militares del tándem Turquía-Israel contra Siria si no expulsaba a Ocalan, Siria le invitó a salir [pero no lo entregó a Turquía] dadas las amenazas vertidas contra su país. De hecho posiblemente la mayor parte de la población kurda de Siria es procedente de Turquía.
Durante las primeras fases de la guerra contra Siria, los kurdos no han sufrido el acoso ni la intervención del Ejército sirio, han podido disponer de gran autonomía de movimientos, y han organizado sus propias estructuras civiles y militares de autodefensa contra las diversas variantes terroristas islámicas de Al Qaeda y el ISIS. El PYD/YPG ha seguido durante mucho tiempo la línea del PKK de Ocalan, ha compartido su antiimperialismo y su visión solidaria de la lucha de los kurdos de los diferentes Estados, discrepado igualmente de la política prosionista del Kurdistan de Barzani, y evolucionado paralelamente a la propia evolución del PKK y de Ocalan del marxismo-leninismo a las posiciones más libertarias del tipo del Confederalismo democrático.
Sin embargo en el entorno de la batalla de Kobane mantenida por los kurdos contra el ISIS, se produce una ruptura por parte de un sector del PYD/YPG, capitaneado por el co-presidente Saleh Muslim, con la línea antiimperialista del PKK y aceptando el concepto de un Kurdistan insolidario con los kurdos de Turquia, desprendido y distanciado de la lucha de Siria contra el imperialismo invasor norteamericano y occidental, aliado ahora con el imperialismo norteamericano dejándose caer en sus brazos y creyendo como un novato en sus falaces promesas de independencia a cambio de armamento y apoyo aéreo, pero al muy alto precio de una sumisión política total y de hacer el juego de su estrategia de destrucción de Siria, Irak y el Oriente Medio y de imposición de sus intereses en la región.
Al mismo tiempo adopta una política de confraternización y entendimiento con el Kurdistan proimperialista de la camarilla de Barzani. Este cambio del PYD/YPG se produce tras unos encuentros en Paris a finales de 2014 de Saleh Muslim con el presidente francés Hollande y Erdogan, quienes le venden la idea de un Kurdistan independiente del que sería su presidente para lograr lo cual tiene que romper con el PKK, con Siria y sus aliados, y confiarse plenamente a los EEUU y potencias occidentales, que le van a proporcionar armas y apoyo, obviando toda la brutal estrategia de destrucción que va implícita. Los primeros resultados concretos serán el apoyo aéreo de los EEUU a los kurdos en Kobane al final de la batalla y la creación de las FDS, con otros grupos sirios antiAssad y proimperialistas, coartada para utilizarlos como carne de cañón para extenderse por el norte de Siria, en las zonas kurdas y más allá, arrebatando terreno a Siria y empujando al ISIS –supuesto enemigo pero aliado de hecho de los EEUU- a las líneas de frente abiertas con el Ejército sirio.
En el desarrollo de los enfrentamientos se han manifestado unas ciertas diferencias de criterios con respecto al tema de los kurdos entre los norteamericanos y sus aliados turcos. Para los turcos lo prioritario era el crear una zona fronteriza con componentes kurdas –pero no solo kurdas, también turkmenas- colindante con Turquía donde poder expulsar los kurdos de Turquía y que supusieran de hecho una zona de influencia y de expansión de Turquía, siguiendo la estela del Imperio Otomano y siempre de la mano de gobiernos conservadores, islamistas y anticomunistas, del estilo del Gobierno autónomo kurdo de Irak de la línea Barzani. Así que de la misma manera que ha confiado en Barzani ha desconfiado del PYD/YPG que los sigue considerando emparentados al PKK, y se ha auto-ofrecido para colaborar en la liberación de Mosul y de Raqqa en lugar de los kurdos, considerándolas ciudades de cultura turca al igual que Alepo. Su colaboración naturalmente la entendía como la via de poder estar presente en la administración y gestión política de estas ciudades y territorios del norte de Siria, kurdos y no kurdos.
Sin embargo EEUU, sin descartar la participación turca en la gestión de los territorios reconquistados al ISIS, confía más en la capacidad militar de los kurdos que en la de mercenarios de la cuerda de Turquía, cree importante que la componente kurda de las fuerzas sea mayoritaria de cara a crear un protectorado básicamente kurdo en el norte de Siria e Irak, y confía en que pueda deshacer con facilidad los antiguos ideales del PYD/YPG, a través del condicionamiento de sus apoyos militares, de la presencia y mantenimiento de sus bases militares y de sus propias tropas.
6) La supuesta justificación de la alianza de los kurdos del YPG con EEUU basada en las necesidades de supervivencia de los kurdos es otra falacia. La alianza de los kurdos con EEUU, como lo venimos diciendo, no es una alianza táctica sino estratégica, una alianza muy difícil de romper y con muy fuertes ataduras. Más que una alianza es una relación de dependencia total en base al apoyo militar, a la presencia de bases y tropas norteamericanas, que no puede conducir más que a un Protectorado y que hace el juego de la estrategia del imperialismo con respecto a Siria, Irak y el conjunto del Medio Oriente.
Los kurdos tendrían el apoyo de Siria y de Rusia en la lucha contra el ISIS y el terrorismo islámico –que son además obra del imperialismo norteamericano, no lo olvidemos, y que sigue siendo alimentado y potenciado por ellos- y de hecho lo han tenido. El propio autor del artículo reconoce que los rusos han propuesto recientemente una Constitución para Siria basada parcialmente en el federalismo y en el carácter multiétnico del país, que ha apoyado la participación del YPG en las rondas de negociación de Ginebra a lo que se han opuesto rotundamente los EEUU, que la primera oficina en el extranjero del PYD en el extranjero fue abierta en Moscú en febrero de 2016 y que ha sido el Estado ruso quien ha facilitado las conversaciones entre el gobierno sirio y el PYD sobre lo que supondría un acuerdo de paz entre ellos.
Rusia ha establecido una base militar en Efrin para entrenar a las fuerzas kurdas y del FDS y para defenderse de posibles ataques turcos. Y también Rusia se ofreció a apoyar a los kurdos para luchar contra el ISIS en los frentes del este, cosa a la que se negaron por boca de los EEUU, que es quien en realidad impuso su rechazo. Se les ofreció a los kurdos la participación en el centro de mando conjunto que habían establecido Siria, Irak, Rusia e Iran contra el terrorismo y el imperialismo. También ha habido colaboraciones directas entre el Ejercito sirio y el kurdo en Alepo y región de Alepo, y en la zona de Manbij, donde los sirios cortaron el acceso de los turcos a la anunciada campaña de ataque a Manbij y de acercamiento a Raqqa, cosa que tuvo su contrapartida por parte de los kurdos cediéndoles la gestión de amplios territorios en torno a Manbij. Las fuerzas sirias quisieron por otra parte ir en apoyo de los kurdos en la batalla de Kobane, pero no pudieron porque tenían las vías cortadas por el ISIS y no disponían del apoyo ruso del que pudieron disponer más tarde.
En el peor de los casos los kurdos hubieran podido disponer del apoyo ruso y es impensable que no se produjera una colaboración con el Ejército sirio en la lucha contra el ISIS y Al Qaeda incluyendo apoyo armamentístico. La salida siempre está en la colaboración de ambos ejércitos, del sirio y del kurdo, y de buscar acuerdos que respeten la soberanía de los kurdos y la imprescindible unidad contra el terrorismo y sobre todo contra el imperialismo que lo sustenta. Esperemos que los kurdos puedan rectificar su errónea y nefasta estrategia de alianza con el imperialismo, aunque desgraciadamente quizá sea un poco tarde para ello.
La Haine
Texto completo en: http://www.lahaine.org/reflexiones-en-torno-al-tema
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2015.04.07 22:55 javier-b Algunas reflexiones sobre las elecciones pasadas y futuras

Desde las elecciones en Andalucía llevo viendo en la Plaza un buen grado de decepción, acompañada o no de crítica. Ahora, con algo de distancia y habiendo leído y escuchado las opiniones y análisis de muchos compañeros, quiero exponer mi análisis de dónde estamos y hacia dónde nos dirigimos.
Es cierto que el resultado, aún siendo bueno, no nos acerca a gobernar. Sin embargo, se han dado algunas circunstancias con pocos o ningún precedente en el sistema electoral español del 78 que son esperanzadoras.
La primera es la entrada de una nueva fuerza en un parlamento con nada menos que 15 escaños. A pesar de estar el partido escasamente organizado supera, con mucho, a las tradicionales fuerzas bisagra como el Partido Andalucista, Euzkadiko Ezkerra o UPyD. AGE consiguió un gran éxito al superar, con 9 diputados autonómicos, al BNG, aunque contaban con una organización más madura y con el liderazgo de Beiras, con lo que arrastraban ya de partida a votantes de BNG.
Otra de las conclusiones que podemos extraer y, por cierto, no la menos relevante, es que las encuestas se cumplen. Los resultados de las europeas podían ser un espejismo: el votante no les concede gran importancia por lo que la abstención, unida al voto de castigo, nos podían haber situado en una posición que no tuviese consecuencias en las citas electorales en las que se movilizan las grandes campañas y las masas de votantes.
No ha sido así y, aunque nos hemos quedado en los resultados más bajos que se pronosticaban, lo hemos hecho después de una durísima campaña de desprestigio unida a otra campaña para promocionar a Ciudadanos, un partido construido a base de aglutinar fuerzas políticas locales en torno a la figura de un líder astuto y al que le exigen muy poco en el terreno ideológico.
De un lado tenemos a Podemos, una fuerza que nunca ha tenido representación parlamentaria, sometida al escrutinio casi microscópico de los medios y de los grandes partidos del sistema. Del otro, tenemos a un Rivera que tiene ya un largo bagaje político del que apenas se habla. Sus votantes no saben de su negativa a condenar el franquismo, ni de sus muestras de autoritarismo dentro de su partido. Tampoco ha sido sometido a entrevistas duras o se le han echado en cara los casos más discutibles de limpieza política, como los problemas con la ley de Jordi Cañas, relevado de su cargo público pero que sigue cobrando del partido.
La rivalidad con Ciudadanos va más allá de representar lo que se ha dado en llamar la "nueva política". La ambigüedad deliberada de un partido que exhibe ideario neoliberal mientras se define como de centro izquierda se ve reforzada por los dos grandes partidos: para el PP es de izquierdas y para el PSOE es de derechas, afianzando la idea de que ocupa una posición de centralidad a la que Podemos aspira. Más que un partido-bisagra es un partido-tirita, diseñado para parar la sangría de votos de las fuerzas que tratan de apuntalar la maltrecha legitimidad del régimen del 78 y garantizar la gobernabilidad de los partidos de gobierno de éste.
Con todo eso, y con unas elecciones adelantadas para evitar que llegásemos a tiempo, no han conseguido que cayésemos por debajo de las expectativas. Las elecciones andaluzas demuestran que no somos flor de un día, ni tampoco un partido que venga a ocupar el papel secundario de Izquierda Unida. Es un partido que da respuesta a las preocupaciones de los ciudadanos, preocupaciones que no pueden responder los partidos tradicionales y que en nada han cambiado en los últimos años. Los barómetros del CIS demuestran que los ciudadanos están preocupados por el paro, la corrupción y por la distancia entre la sociedad y los partidos que han venido gobernando en las últimas décadas.
Mientras esas condiciones se mantengan, hay espacio para crecer y para ser fuerza que aspire a gobernar. Para ello, hay varias áreas de trabajo que son centrales. La primera es la información: necesitamos encuestas internas. No sólo para tener información fiable sobre la intención de voto, sin que la cocina de unos y de otros nos lleve a engaño. En las encuestas también es posible incluir preguntas específicas para elegir el discurso que permita llegar mejor al electorado.
Por otra parte, tenemos que definir cuál es nuestro objetivo y qué rivales nos alejan de ese objetivo. La intención de voto que podemos esperar actualmente está entre el 20 y el 25% y no es esperable que de aquí a noviembre haya grandes cambios en ese sentido. Sí que sabemos que esas expectativas de voto no se van a traducir necesariamente en un mayor número de escaños que el de PP y PSOE. Como partido en formación, somos más fuertes en las grandes y medianas ciudades que en las localidades pequeñas y en el ámbito rural, donde el reparto de escaños es más generoso. Es muy posible que una gran parte del voto en muchas provincias no nos aporte un sólo diputado.
Un objetivo de trabajo en el medio plazo debería ser construir el partido en esas regiones para mejorar las expectativas electorales. Pero, ante lo inminente de las elecciones generales, la lucha debería ser el "sorpasso" al PSOE. Conseguir un sólo voto más que Pedro Sánchez es una ventaja no sólo moral. En primer lugar, nos coloca como la primera fuerza de oposición al modelo neoliberal ejecutado por Rajoy al dictado de Alemania. Los millones de ciudadanos que votan al PSOE con una pinza en la nariz sabrán que el voto útil ya no es a la socialdemocracia temerosa de poner en práctica las ideas que dice defender cuando no gobierna. La inercia electoral a partir de ese momento nos llevaría a crecer a costa del PSOE, mientras que si es al revés mucho voto de castigo que actualmente va a parar a Podemos volverá a apoyar a los partidos a los que votaban antes.
El principal escollo a superar para que ese sorpasso se produzca no es el PSOE. A pesar de lo celebrado de los resultados de Andalucía, son malos resultados para el PSOE. En su comunidad más fuerte, sus resultados históricos han oscilado entre el 40% y el 50% de los votos. Incluso en el 94, año en que IU consiguió 20 diputados, estuvieron rozando el 40%. En 2015 se han quedado en un inédito 35%.
Trasladado al ámbito estatal, con resultados del 30% al 40% en la etapa post-Felipe González, sus expectativas reales están cercanas a las nuestras: aspiran a un 25-30% de los votos. Crecemos a la izquierda del PSOE, a costa del propio PSOE y de Izquierda Unida, que está haciendo todo lo que está en su mano para desintegrarse y dejarnos el espacio de la izquierda tradicional a nosotros.
El espacio que aparentemente no nos está trayendo nuevos votantes es el del centro ideológico. Asustados por las referencias constantes a Venezuela y al chavismo y decepcionados por las supuestas acusaciones de corrupción orquestadas por el ministro Montoro contra algunos de nuestros portavoces, los votantes más moderados (en el sentido de menos ideologizados) están engrosando el avance en intención de votos a Ciudadanos, el principal rival a batir para tener opciones de superar al PSOE en noviembre.
¿Qué hacer? Además de seguir trabajando desde abajo, algo que no podemos permitirnos olvidar porque está en nuestro ADN y es el principal punto de ruptura entre lo viejo y lo nuevo, hay que trabajar con la mejor ciencia disponible. Tenemos a analistas políticos de un nivel altísimo en nuestro Consejo Ciudadano que pueden encontrar las claves para llegar a la ciudadanía. En la lucha por el centro con Ciudadanos, ya han empezado a dar algunos pasos. De ignorarles, Pablo Iglesias ha pasado a desacreditar a Ciudadanos como opción de cambio, calificándoles muy acertadamente de "recambio" para los partidos del 78. Es decir, como la pieza nueva que viene a sustituir la que se ha roto, sin cuestionar el funcionamiento de la propia maquinaria.
Más allá de esta discusión por quién es más nuevo y más capaz de transformar la sociedad, es importante enfrentar las ideas de uno y otro partido y especificar a qué intereses sirven. La propuesta de Ciudadanos para dejar sin sanidad a miles de inmigrantes irregulares está a la derecha del PP y no es sólo injusta, también es un riesgo para la sanidad pública que esas personas no reciban tratamientos o que no sean vacunadas.
Sus ideas económicas no han sido sujeto de análisis, por el poco interés de los medios en ello, pero también porque son declaraciones de intenciones fruto de un liberal-buenismo insostenible. ¿Es viable recuperar los servicios públicos bajando los impuestos? ¿cuántos empleos planean crear y cómo? ¿por qué se han convertido en los representantes de la transparencia en política, cuando ellos mismos no son transparentes?
Tampoco está de más recordar los orígenes y prácticas corruptas de algunos de sus miembros. Recientemente han expulsado a uno de sus portavoces en Madrid por comentarios xenófobos hacia los catalanes. ¿Será el único? ¿El problema es que sus juventudes estén dirigidas por un fascista o que se sepa que lo es? ¿De dónde sale su financiación? ¿Cuántos de los afiliados que proceden de la absorción de pequeños partidos locales han participado o apoyado gobiernos municipales corruptos? Quizá los militantes de Podemos deberíamos dejar por un momento de buscar la pureza en la biografía de nuestros propios representantes y empezar a señalar con el dedo a nuestros verdaderos rivales.
Como siempre, los comentarios, críticas e insultos de quienes se tomen la molestia de leer, pensar y contestar son agradecidos y contestados en el tono correspondiente.
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2014.09.12 15:59 solegmendez Me rindo: no doy la talla.

Vaya por delante que nunca ha sido mi intención postularme ni aceptar ocupar ningún cargo público: considero que en la política actual hay que disponer de un estómago y una diplomacia de la que carezco por completo. Y no nos engañemos: habrá cargos públicos de Podemos mucho antes de que los ciudadanos tengamos poder suficiente como para cambiar las bases en las que se asienta la política actual. Y vaya también por delante que se que los mensajes largos no son populares y aun así, espero motivar alguna reflexión.
Estos días estoy leyendo las propuestas que se van enviando de cara a la próxima asamblea ciudadana, particularmente las que se refieren al compromiso ético. Y me he dado cuenta de que si un día cambiara de opinión al respecto de lo tratado en el primer párrafo, haber suscrito esos principios, me impediría presentarme a unas elecciones para cualquier cosa. Veamos:
Se me pide comprometerme a que durante un máximo de 8 años me dedique exclusivamente a atender el cargo al que aspiro. Soy autónoma, como más de 3 millones de ciudadanos de este país. Por tanto tengo que cerrar mi negocio, dejando a 2 trabajadores en la calle. Y será por 8 años en el mejor de los casos: debo ser reelegida para el cargo y además que en ese periodo no se sospeche de mi honestidad, porque la mera imputación con o sin razones, supone la renuncia.
Durante ese tiempo percibiré como máximo y por redondear 2000 €. Con este dinero tengo que hacer frente a mi hipoteca (800 euros al mes), pero también, puesto que estoy separada y no tengo familia cerca que pueda cuidar a mis hijos, debo sacar de ahí los 1000 € mensuales, más seguridad social que me cuesta la persona que tengo en casa para atender a mis hijos cuando no estoy (que podría ser menos, si yo fuera una explotadora miserable), puesto que la jornada del autónomo es muy muy larga (mucho más que la jornada escolar incluidas todas las extraescolares, que no son gratis), y la de un cargo, digamos un alcalde, no creo que lo sea menos. Desde luego entiendo que si quiere uno ser un buen alcalde (o ministro, o presidente de una comunidad autonoma, o del gobierno) está disponible 24/7 365 dias al año. Y mi familia vive lejos, no me puede ayudar.
Y terminados los 8 años ¿Qué hacer? ¿Intento abrir de nuevo mi antiguo negocio? ¡No, calla! es posible que se considere “ocupar un alto cargo” ser un pequeño empresario (recuerdo el punto 1: tengo dos trabajadores a mi cargo ¿cual es el tamaño límite?). Pero aunque no fuera así ¿Cómo estar segura de no haber legislado nada en los 8 años de desarrollo de mi cargo algo que no tenga que ver con mi actividad? Habré legislado en esos años sobre horarios, permisos de apertura, licencias de uso, reformas, licencias de obras, obra pública, contratos con la administración pública, sanidad, educación, limpieza, telecomunicaciones.... Por tanto, me queda el INEM. Y despedir a la persona que trabaja en mi casa, claro, y van tres despidos. Y dejar de pagar mi hipoteca. ¿Y quienes no son autónomos? pues supongo que algunos funcionarios podrán pedir una excedencia, pero lógicamente sin garantías de que les conserven el mismo puesto que ocupaban. Otros, trabajadores para empresas privadas con contratos no indefinidos, ni eso.
Además estoy en el sector sanitario: soy médico y tengo una consulta privada. Por circunstancias, en la localidad en la que ejerzo, mi especialidad no existe en la seguridad social y de allí me remiten, por medio de un concierto, a los pacientes que precisan mi atención. Esto les evita desplazarse a otra localidad y esperar un año de lista de espera. Es inviable que existan todas las especialidades en todos los hospitales, eso es una realidad. Por tanto y pese a haber sido escrupulosa en el cumplimiento de mis deberes con los pacientes públicos, no haciendo uso abusivo de sus datos, ni publicitandoles servicios que no cubre la seguridad social, ni dando preferencia a mis pacientes privados. Pese a cumplir con hacienda con el mismo escrúpulo haciendo facturas a cada persona que pasa por la consulta. Pese a todo se me acusará de no defender los servicios públicos, y posiblemente el mero hecho de haber aceptado ese concierto ya para muchos me convierta en indeseable.
Menos mal que mis hijos van a un cole público. Menos mal que utilizan cuando lo han precisado la sanidad pública. Uf… ahora que lo pienso: seguro que algún día le pedí a algún compañero de la pública que me los viera fuera de cita “de favor”.
En fin, me consuelo pensando que los eurodiputados de Podemos tampoco cumplen puesto que aunque donan una parte de su sueldo (se quedarán con esos algo menos de 2000 euros) siguen cobrando las dietas (dicho por Pablo Iglesias: “Ningún eurodiputado se atreverá a decir que en España no se puede vivir con 1.930 euros al mes, sobre todo cuando te pagan las dietas”): 304 euros diarios para alojamiento y otros gastos, y más de 4000 euros mensuales para gastos en el país de origen. Aparte los desplazamientos. Además ellos cobrarán (no he leído lo contrario) una compensación cuando cesen en su actividad por hasta 2 años, para darles margen a reubicarse laboralmente. Me alegro profundamente porque son buena gente y trabajadora y se lo merecen porque estoy segura de que harán un trabajo excepcional.
Con todo esto que he escrito no pretendo llorar por el cargo al que nunca podré aspirar, porque como aclaro en las primeras líneas, no es ese mi deseo. Lo que quisiera es poner de relieve que el número de personas en este país que pueden caber dentro del estrechísimo espacio que se pretende dejar en las propuestas éticas, es muy pequeño: ni autónomos (con o sin pyme, porque vaya usted a levantarse luego otra vez y sin tocar ninguna materia de las legisladas), ni madres con niños pequeños, ni nadie que no tenga un puesto donde volver que no tenga relación alguna con ninguno de los aspectos legislados y desde luego cuyo empleo no tenga relación con la administración pública (¡¡¡eso es TODO!!!). Por supuesto nadie que alguna vez no haya emitido una factura, o solicitado que no se la hagan y le descuenten el IVA, nadie que haya dejado de declarar algún ingreso a hacienda, porque esto es corrupción, nadie que haya pedido un favor para que le adelanten una consulta a través de un amigo porque esto es amiguismo.
Y me pregunto si quienes hacen estas propuestas las hacen pensando que van a ser ellos quienes ocupen esos puestos y tengan que cumplir esas condiciones, o las hacen pensando que les va a tocar a otros (compañeros) lidiar con esto. Me pregunto si están tan seguros de poder cumplir con todos los requisitos ellos mismos. Seguro que se puede vivir con 2000 euros al mes, sobre todo si no es el único sueldo en una casa, no tienes hijos que dependan de ti, no tienes que pagar hipoteca y tienes un puesto que te conservan durante esos 8 años y al que volver después. Me pregunto si es que las personas o asambleas con una mayor capacidad de reflexión no han escrito aún.
Me considero una persona honesta, trabajadora y generosa, tengo la suerte de llevar una vida buena y procuro que quienes trabajan conmigo la tengan. Pero lamentablemente no meo colonia, no tengo una flor en el ombligo ni están a punto de brotarme alas en las escápulas. No doy la talla de pureza que se exige. Me pregunto cuantos millones de ciudadanos como yo (autónomos, pequeños empresarios, cabezas de familia monoparental, hipotecados…) han decidido o se verán obligados a decidir, que no caben en este corsé.
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